Saiba como os juros do cheque especial são calculados

Você sabe como são calculados os juros do cheque especial? Descubra!

Se você conta com o cheque especial quase todo mês, saiba que está pagando mais caro do que por um empréstimo comum. O limite da conta corrente, que é chamado de cheque especial, tem taxa de juros alta e isso faz a dívida aumentar em pouco tempo.

Veja como os juros do cheque especial são calculados

Quando você fica no vermelho e continua fazendo pagamentos ou saques, você entra automaticamente no cheque especial. E o banco vai cobrar juros considerando o valor a mais que você usou e o tempo em que ficou com a conta negativa.

A taxa de juros, normalmente, é mensal. Sendo assim, os bancos cobram uma porcentagem sobre o valor utilizado e por mês. O método mais fácil de saber quanto você deverá devolver ao banco é descobrir qual a taxa de juros diária.

Para isso, é só dividir a taxa mensal pelo número de dias no mês (considerando o mês comercial, com 30 dias). Desta forma, resta multiplicar a taxa diária pelo valor utilizado e pelo número de dias utilizado.

Olhe como a dívida cresce rapidamente:

Vamos supor que o seu banco cobra juros de 7% ao mês, e que você usou R$ 500 do limite. O primeiro passo para saber a dívida final é saber a taxa diária de juros, que é 0,23%.

Se você ficasse 5 dias no vermelho, pagaria uma dívida de R$ 505,75. E se ficasse 30 dias nessa situação, a dívida iria para R$ 534,50. Caro, não é?

Alguns bancos ainda levam 10 dias para começar a cobrar pelo uso do cheque especial, então, se você usar o dinheiro e conseguir pagá-lo de volta rapidamente, não terá tanto problema. Mas, se você ficar mais de 10 dias, o banco cobrará juros por todo o período. Ou seja, se você ficar 11 dias no cheque especial, pagará juros sobre 11 dias de empréstimo, e não apenas por um.

A solução para não sair do controle no cheque especial é esta: usar o dinheiro para emergências e apenas quando tiver certeza que conseguirá pagar essa dívida em, no máximo, 10 dias. Caso contrário, procure outros tipos de crédito, que são divididos em parcelas menores e têm taxas de juros mais baixas – como o crédito consignado e até o empréstimo pessoal.

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Leandro Oliveira: formado em Jornalismo pela Universidade Santo Amaro. Trabalha com produção de conteúdo há 2 anos, diretamente com pautas sobre finanças pessoais e produtos financeiros. Iniciou sua carreira como estagiário em produção de conteúdo na Konkero e, hoje, ocupa a função de Assistente na criação e atualização de pautas e matérias.

Julia Braz de Teves: jornalista formada em 2019 pela Universidade Nove de Julho. Já atuou na área de assessoria de imprensa, e já trabalhou como auxiliar administrativa-financeira, passando, inclusive, pelo departamento pessoal.

Guilherme Prado: graduado e mestre em administração de empresas pela EAESP-FGV. Empreendedor há 21 anos, escreve sobre finanças pessoais há 8 anos.


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