Como investir no Tesouro Direto: tire 9 dúvidas

Tire 9 dúvidas sobre como investir no Tesouro Direto para aplicar o seu dinheiro com segurança.

A aplicação no Tesouro Direto é uma das mais seguras que existe, pois o investidor empresta dinheiro para o governo, que é a última instituição a quebrar no cenário econômico. Deste modo, ela é muito recomendada, principalmente para quem quer começar a investir ou deseja compor uma reserva de emergência.

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional, que permite que pessoas físicas comprem títulos do governo pela internet. A compra dos títulos significa um investimento no governo, assim como um empréstimo.

Apesar de todas as vantagens, muita gente deixa de fazer esta aplicação, preferindo ficar com a poupança, exatamente por causa de dúvidas a respeito da aplicação. Por isso, a Konkero respondeu 9 dúvidas que você pode ter sobre o investimento no Tesouro. Confira!

1. O que é preciso para investir no Tesouro Direto?

Para fazer esse investimento, é preciso ser uma pessoa física (ter um CPF) e ter uma conta corrente em um banco, que pode ser tanto tradicional como digital, e uma conta em uma instituição financeira que atuará como corretora de investimentos. Você pode tanto ter duas contas em instituições financeiras diferentes, como ter conta em uma única instituição financeira que atua como banco e como corretora ao mesmo tempo.

Além disso, é necessário ter acesso à internet, uma vez que todo o processo da aplicação, desde a compra dos títulos até o resgate do dinheiro, é feito online.

2. Como investir no Tesouro?

Esse investimento pode ser feito de maneira bem simples e rápida. Basta que você acesse a sua conta na corretora de investimentos e confira quais títulos estão disponíveis para compra. Assim, é só selecionar a opção de comprar.

Antes de finalizar a compra do título, é muito importante que você tenha ciência do título que você está comprando. Por isso, não deixe de conferir todos os detalhes: valor investido, data de vencimento, rentabilidade e o tipo de título (prefixado, pós-fixado ou híbrido).

3. Onde fazer este investimento?

Os investimentos no Tesouro Direto acontecem por meio de uma corretora de investimentos, ou ainda, bancos que também exercem a função das corretoras. Assim, você pode tanto verificar se o seu banco tem esse perfil, ou abrir uma conta em outra instituição, como a XP Investimentos, ModalMais, Toro Investimentos, entre outras.

4. A partir de quanto eu posso investir no Tesouro Direto?

Não é necessário ter uma alta quantia para começar a investir, uma vez que o Tesouro Direto permite aplicações a partir de R$ 30. Assim, é possível aplicar a cada mês, compondo sua reserva de emergência aos poucos e com baixos valores.

5. Qual é a rentabilidade desta aplicação?

Depende. Há três tipos diferentes de títulos do Tesouro Direto, que possuem rentabilidades distintas. O título prefixado, como o próprio nome diz, possui uma taxa de juros prefixada, ou seja, uma taxa estabelecida antes da compra do título, permitindo que o investidor saiba qual será o rendimento antes mesmo de aplicar.

O título pós-fixado, ao contrário do prefixado, possui uma taxa que pode variar, de acordo com outros índices, como a Taxa Selic ou a inflação (IPCA). Assim, a rentabilidade vai variar de acordo com a oscilação desses índices. Já o tesouro híbrido une os dois tipos anteriores, tendo uma rentabilidade composta por uma parte prefixada e outra parte pós-fixada.

No momento da compra do titulo, você poderá ver qual a taxa de juros aplicada, tendo noção da rentabilidade, e sabendo se ele é prefixado, pós-fixado ou híbrido.

6. Quanto custa investir nos títulos do Tesouro?

Ao investir no Tesouro Direto, além do valor que você deve desembolsar para fazer a aplicação, algumas taxas e impostos também deverão ser pagos. É o caso do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que incide só nos primeiros 30 dias da aplicação, e o IR (imposto de renda), que incide apenas sobre o rendimento, regressivamente.

Outras taxas são a taxa de custódia e a taxa de administração. A taxa de custódia sempre será cobrada, independente da instituição financeira onde for feito o investimento. Sua cobrança é feita semestralmente pela B3 (Bolsa de Valores), e é de 0,25%, desde 2019. Já a taxa de administração não é uma regra; há bancos que fazem essa cobrança, e há outros que não fazem.

7. O que é a data de vencimento?

A data de vencimento nada mais é do que a data que o seu investimento deve ser resgatado, não podendo mais ficar aplicado e rendendo. Ela é o limite de resgate, que pode ser feito tanto na própria data de vencimento, como antecipadamente, antes da data prevista.

8. Perco dinheiro se resgatar antes do vencimento?

Depende do tipo de título que você comprou. Títulos prefixados e que têm rentabilidade de acordo com a inflação podem, sim, representar uma perda de dinheiro se o resgate da aplicação for feito antes do vencimento.

Isso acontece porque, no caso do título prefixado, a rentabilidade determinada no momento da compra é garantida até a data de vencimento, podendo ser menor no caso do resgate antecipado. No caso do título atrelado à inflação, os índices podem cair, fazendo com que o título, no momento do resgate, tenha um valor menor do que no momento da compra, o que acarreta na perda do dinheiro.

Já o Tesouro Selic é mais seguro com relação ao resgate antecipado, não resultando na perda de dinheiro nesta ocasião.

9. Em qual título do tesouro investir?

Essa escolha vai depender do seu perfil de investidor. Investidores conservadores e iniciantes normalmente aplicam nos títulos prefixados e no Tesouro Selic, que apresentam uma renda fixa. Já os títulos que têm como referência a inflação são mais arriscados, principalmente os que possuem um prazo maior.

Se você quer começar a investir, considere o Tesouro Selic, que é o mais estável e seguro entre todos os títulos do Tesouro Direto. Já se você está disposto a correr riscos para ter uma rentabilidade maior, considere os demais títulos.

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