Reserva de emergência para imprevistos: como fazer

Entenda como fazer uma reserva de emergência para imprevistos e não depender de empréstimos nestas situações.

Uma das coisas mais importantes na área financeira de uma pessoa é ter uma reserva de emergência para imprevistos. Acidentes e outras situações podem acontecer a qualquer momento, exigindo uma solução financeira, algumas vezes, maior do que realmente se tem no bolso. Por isso, o fundo de emergência é essencial para ter como bancar tais imprevistos sem comprometer o dinheiro disponível para o mês e sem pedir um empréstimo, tendo que pagar juros na operação.

Como compor um fundo de emergência

Para compor este fundo, é necessário poupar um pouco a cada mês e, de preferência, separar a quantia do restante do dinheiro, para não ter confusão e o dinheiro que deveria ser guardado acabar sendo gasto.

Na hora de poupar, procure estabelecer um valor ou porcentagem fixa por mês, para ter mais organização neste processo. Sendo assim, tente separar 5% ou 10% da sua renda para destinar à reserva.

Além disso, tenha em mente quanto você precisa guardar: o ideal é que você tenha, no mínimo, 6 meses do seu custo de vida acumulado, para conseguir se sustentar numa situação de desemprego, por exemplo. Portanto, se você usa R$ 2 mil para as contas do mês, pense em ter R$ 12 mil no fundo de emergência.

Tenha cuidado ao separar as quantias e escolha bons lugares. Sendo uma “reserva de emergência”, é essencial que você tenha fácil acesso ao dinheiro nela depositado, sem dificuldades para fazer resgates no momento de urgência.

Uma das maneiras de se compor uma reserva de emergência é aplicando o dinheiro mensalmente em investimentos conservadores. Além da quantia ficar separada do dinheiro para o mês, ela ainda ganha rendimentos, sendo multiplicada de acordo com a rentabilidade da aplicação escolhida.

Veja agora cinco tipos de investimentos conservadores onde você pode aplicar e formar o seu fundo de emergência.

1. Poupança

A poupança é um dos investimentos mais conservadores e mais utilizados pelos brasileiros. De fácil acesso, a conta poupança pode ser aberta por qualquer pessoa maior de idade – menores de idade também podem abrir, porém, apenas com a companhia dos pais na agência bancária – e pode ser movimentada normalmente, assim como uma conta corrente.

Ao fazer depósitos a cada mês, a conta terá um rendimento sobre o saldo, cujo percentual vai variar de acordo com a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente, a poupança rende 1,57% ao ano (dado de 18 de junho de 2020).

Da mesma maneira que é fácil fazer depósitos na poupança, transferindo as quantias necessárias para a conta, o resgate também é simples, podendo ser feito em saque, transferência para outra conta ou utilizando o cartão de débito diretamente nos pagamentos.

Apesar de toda essa facilidade, a poupança é um dos investimentos que possui menor rentabilidade, não sendo a melhor opção.

2. Tesouro Selic

Um dos títulos do Tesouro Direto é o Tesouro Selic, que tem rendimento de 100% da taxa Selic. Para fazer este investimento, é necessário ter uma conta corrente e uma conta em uma corretora de valores. Ao transferir a quantia que você quer poupar para a conta na corretora, encontre a parte do Tesouro Direto e faça a compra de um título do Tesouro Selic. Confira neste passo a passo como investir no Tesouro Selic.

Algumas corretoras ainda permitem que você faça compras programadas, que é quando as compras dos títulos acontecem automaticamente, sem que você tenha que entrar na conta e fazer todo o processo.

Para resgatar, basta acessar a parte dos seus investimentos na sua conta e solicitar o resgate. Você também pode entrar em contato com a sua corretora e fazer a solicitação.

3. Conta corrente remunerada

Em alguns bancos, a conta corrente é de depósitos remunerados, o que significa que, assim como na poupança, o saldo da conta terá um rendimento, como é o caso da conta digital do Nubank. A diferença deste tipo de conta para a poupança é o rendimento: enquanto a Nuconta rende 100% do CDI diariamente, a caderneta de poupança rende somente 70% da Selic mensalmente, de acordo com o aniversário do depósito.

Tendo o funcionamento de uma conta corrente digital normal, o titular tem facilidade em fazer depósitos por boleto ou transferências, e resgates também por transferências ou por saques.

4. CDB com liquidez diária

O CDB, Certificado de Depósitos Bancários, é um tipo de investimento em renda fixa e consiste no empréstimo do investidor para um banco. Com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), a aplicação é de baixo risco e uma boa opção para se compor uma reserva de emergência, principalmente se apresentar uma rentabilidade mais alta.

Assim como no caso do Tesouro Selic, é preciso ter uma conta corrente e uma conta com uma corretora de valores para fazer esta aplicação. Aberta a conta com a corretora, basta procurar os investimentos de renda fixa e realizar a compra de um CDB com liquidez diária. Se atente a este detalhe: a liquidez deve ser diária, caso contrário, você não conseguirá fazer resgates quando precisar.

Para resgatar, entre na sua conta da corretora e busque a opção para resgate deste investimento. Se tiver dificuldades, entre em contato com a corretora.

5. Fundos de renda fixa

Além do Tesouro Selic e o do CDB, há ainda outros fundos de investimentos em renda fixa que podem ser usados na composição da reserva de emergência. Para que o investimento valha a pena, é importante se atentar a alguns pontos: baixa taxa de administração e liquidez diária, que é essencial para que você consiga fazer resgates a qualquer momento.

Para investir, tenha uma conta em uma corretora e invista nos fundos que mais te agradam, considerando a liquidez, o risco e a rentabilidade. Para resgatar, entre na sua conta e procure a opção para resgate, ou entre em contato com a corretora.

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